Professora BRASILEIRA entre 10 melhores do MUNDO

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BRASILEIRA ENTRE OS 10 MELHORES PROFESSORES DO MUNDO

 [Por Marcia Friggi]

Pelo terceiro ano seguindo, um professor brasileiro está entre os dez melhores do mundo. A competição é promovida pela Fundação Varkey e corresponde ao Prêmio Nobel para a educação. Neste ano, a corrida pelo prêmio contou com mais de 12.000 inscritos de mais de 140 países diferentes. A brasileira Doani Bertan está entre os dez finalistas de 2020 e concorre ao prêmio de um milhão de dólares pela Global Teacher Prize, o resultado sai até o dia 3 de dezembro.

Doani Bertan é paulista e leciona Língua Brasileira de Sinais em Campinas. Antes de se tornar uma das melhores professoras do mundo, Doani enfrentou muitos desafios, foi catadora de papelão, artesã e telefonista e, apesar de todas as dificuldades, conseguiu ser a primeira da família a ingressar numa Universidade. Ela decidiu ser professora ao fazer um curso de Libras e perceber a dificuldade que os surdos enfrentam para alcançarem a justa inclusão. Ao iniciar a faculdade, Doani já estava certa que iria ensinar a Língua Brasileira de Sinais e desejava ser ferramenta para auxiliar na transformação social que só a educação pode promover.

Doani é professora bilíngue na Escola Municipal Júlio de Mesquita Filho, em Campinas, São Paulo, onde atua desde 2012. Há três anos, a sala para estudantes surdos foi extinta e os alunos com deficiência auditiva foram verdadeiramente incluídos através da docência compartilhada, na qual surdos e ouvintes compartilham a mesma sala de aula com duas professoras que se dividem na hora de falar, proporcionando, dessa forma, que a verdadeira inclusão aconteça.

Mesmo antes que a pandemia tornasse as aulas remotas uma necessidade, Doani já ministrava o conteúdo dadMas e faz resumos das disciplinas de Português, Ciências, Geografia e Matemática e História. Ela relata que a demanda do seu trabalho aumentou muito nesse período de isolamento e precisou contar com a ajuda do marido para editar o material.

Caso seja a escolhida no próximo dia 3 de dezembro, a professora já sonha em usar o valor do prêmio para investir no Sala 8 para que a plataforma, que hoje atende alunos de 1º ao 5º ano, possas ser ampliada de forma a atingir até o final do Ensino Médio. Doani sonha em promover a educação inclusiva para todos e também ministrar cursos profissionalizantes para alcançar um número maior de alunos surdos e ouvintes, para que tenham melhores oportunidades na hora de ingressar no mercado de trabalho.

 O prêmio tem por objetivo a valorização dos educadores a nível internacional e o incentivo a projetos inovadores na área da educação como a do professor queniano Peter Tabichi, que criou um clube de ciências para crianças de diversas regiões assoladas pela fome no Quênia e que lhe trouxe o prêmio em 2019.

Quem sabe 2020 possa ser o ano da brasileira Doani, premiando suas ações por uma educação mais justa, inclusiva e igualitária. Resta-nos a torcida e o orgulho de nossos professores que, apesar de todas as adversidades que enfrentam ao exercerem o magistério no Brasil, conseguem estar entre os melhores do mundo.

 

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