A resistência histórica do povo armênio – 26 de outubro de 2020

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Texto interessante da jurista Kenarik Boujikian sobre o caso chamado pela imprensa de Nagorno-Karabah:

 

5. PONTOS-CHAVE PARA ENTENDER A LUTA ARMÊNIA EM #ARTSAKH:

1. Somos um povo com uma história de luta contra perseguição e extermínio. Fomos vítimas de um genocídio no Império Turco-Otomano,  em 1915. Ao longo do século vinte lutamos para nos reerguer na diáspora, e também para nos estabelecer em uma pequena porção do território em que historicamente vivíamos, que é a Armênia atual.

2. Entre as porções que sempre habitamos, mas que hoje estão fora de nossas fronteiras, está Artsakh (a imprensa chama de Nagorno-Karabakh). Artsakh, que é uma região historicamente populada por armênios, que foi “doada” ao Azerbaijão nos anos 1920. Foi um ato arbitrário de Stalin.

3. Nos anos 90, após a queda da URSS, a população de maioria armênia fez um referendo em Artsakh, pedindo a independência do território em relação ao Azerbaijão. A escolha pela independência foi esmagadora (mais de 90%), mas o resultado nunca foi reconhecido. Ali iniciou-se uma guerra entre Armênia e Azerbaijão, que deixou em torno de 30 mil mortos e acabou com um cessar-fogo em 94.

4. Desde então, a questão de Artsakh nunca foi resolvida, e a região continua oficialmente como parte de Azerbaijão, apesar de 99% dos seus habitantes serem armênios e de ser autogerida. As agressões do Azerbaijão foram reiniciadas este ano. Querem anexar de vez o território, e geram um risco real de limpeza étnica contra a população local. A Armênia é um país pequeno, com poucos recursos para apoiar seus compatriotas, enquanto Azerbaijão usa dinheiro advindo do petróleo e o apoio de Israel e Turquia para seguir os ataques.

5. Os armênios de Artsakh e do mundo todo querem a paz e o direito de viver em segurança em suas terras. Se você é a favor do direito a autodeterminação dos povos, posicione-se a favor de nossa luta”

 

Pedro Carrano é o responsável pelo Boletim de Notícias da Kotter. Pedro nasceu em São Paulo (SP), em 1980. Jornalista, militante político e pai da Clara. Tem livros de reportagem e poesia. “Meninos sem Matilha” é seu segundo volume de contos.

Imagem, Fonte: PT Brasil

Revisão: Daniel Osiecki

 

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