Bolsonaro com medo de ficar de fora em 2022

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É possível que o segundo turno em 2022 aconteça sem o Bolsonaro.

Essa possibilidade não existia há uns 4 meses atrás, por conta do preocupante racha dentro da esquerda, que fortaleceu candidatos de centro e o resquício de aprovação que Bolsonaro tinha por conta do auxílio emergencial. Neste cenário, havia ainda a possibilidade de não termos nenhuma chapa de esquerda no segundo turno.

Porém, uns 20 dias atrás o jogo político se reverteu de tal forma que as pesquisas atuais já mostram que o Lula venceria o Bolsonaro no primeiro turno. E se fosse para o segundo turno, o venceriam também os candidatos Lula, Haddad, Ciro e Mandetta.

Após a decisão que confirmou a parcialidade do juiz Sérgio Moro, articulistas, políticos, comentaristas e cientistas da política começam a enxergar a possibilidade de que em 2022 o segundo turno não tenha a presença do Bolsonaro.

Caso Lula permaneça dentro do jogo político até 2022 como um possível candidato, com certeza ele será o grande antagonista do Bolsonaro.

Sobre isto, vale lembrar que a polarização política sempre existiu no Brasil, porém, antes ela acontecia de forma mais racional. Assim, já existiam pessoas que criticavam a direita e pessoas que criticavam a esquerda, porém não colocavam a esquerda ou a direita como um mal a ser eliminado da face da Terra. E é desta última forma que acontece hoje.

Nas últimas pesquisas que foram divulgadas, Bolsonaro fica cerca de quatro a dez pontos atrás do Lula. O ex-presidente, em algumas pesquisas, aparece com 32% das intenções de votos e o Bolsonaro com cerca de 22%.

Diversos fatores são responsáveis por isso. Em primeiro lugar, a perda de apoio dos banqueiros e do mercado financeiro por Bolsonaro. Parte dos investidores, que ganhavam muito dinheiro no início do atual governo, passou a perder parte desse dinheiro agora. Para eles, que vivem de especulação, pouco importa se o presidente é de direita ou de esquerda, pois só querem lucrar.

Entretanto, a chapa de oposição ao Bolsonaro, que pode ser da direita ou da esquerda, não se ajuda.

Dentro da esquerda, está acontecendo um racha envolvendo o Ciro Gomes e o PT. Vale ressaltar que o Ciro ainda é um candidato do espectro político da esquerda, apesar de acenar para a formação de uma chapa pragmática com a centro-direita ou com a direita.

O problema, então, é que além de Ciro Gomes, são as outras chapas de centro que estão sendo cogitadas. Articulistas preveem uma chapa “moderada”, por exemplo, com Alckmin e Mandetta.

Outro exemplo de chapa que está sendo cogitada é Alexandre Kalil, pelo PSD, e Luiza Trajano, pelo PSB. Apesar de serem nomes novos, é pouco provável que eles atinjam uma votação expressiva. A minha expectativa é que eles consigam ser apenas um pouco mais fortes que João Amoedo, do partido Novo em 2018.

Há ainda famigerada chapa Luciano Huck e Sergio Moro. Entretanto, esta deve estar praticamente terminada, após a decisão do STF de apresentar Moro como suspeito.

Tendo todos esses cenários em vista, me questiono: será que estas composições de chapa de centro- direita e de direita realmente tirariam Bolsonaro no segundo turno? Ou, ao menos, tirariam votos do Ciro Gomes?

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