Cármen Lúcia está revendo sua posição em relação a Lula

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ARQUIVO/PLANALTO/DIVULGAÇÃO

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, dá sinais de que pode estar revendo a sua posição em relação ao ex-presidente Lula. A magistrada já havia votado pela exclusão da delação premiada de Antonio Palocci na ação em que Lula era acusado de propina da Odebrecht. Além dessa decisão, outros sete processos do ex-presidente foram arquivados por falta de consistência jurídica.

Segundo o Estadão, a magistrada se mostrou impressionada com o teor das denúncias feitas pelo Intercept na chamada Vaza Jato. Além disso, pessoas associadas à juíza afirmaram que ela se comoveu com os relatos sobre o impacto e a reação de Marisa Letícia após as divulgações de diálogos reservados à família. 

A Vaza Jato mostrou que Moro agia como assistente de acusação, ajudando os procuradores com a elaboração de denúncias. Isto significa que o ex-juiz estava violando a equidistância entre quem julga e quem acusa. Dessa forma, Moro atuou como investigador, promotor e juiz em quase toda a operação envolvendo a prisão política do ex-presidente Lula, sempre de forma irregular.

A Vaza Jato apontou também que, em janeiro de 2017, procuradores do MPF-PR ironizaram a morte de Marisa Letícia. Ela foi vítima de um AVC hemorrágico e veio a óbito no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Os trechos em que os procuradores ironizam a morte da ex-primeira-dama chocaram a opinião pública pelo escárnio e pela desumanidade de que dão testemunho.

Lula foi condenado por Sérgio Moro no caso do triplex do Guarujá (SP), sem “provas cabais”, sem sequer ter a chave ou ter pernoitado no imóvel. Em 2017, documentos da OAS, empresa que a força tarefa acusou de ter reformado um apartamento que reservava ao ex-presidente como propina, comprovaram que o imóvel é da própria OAS, tendo sido por esta inclusive penhorado junto à Caixa Econômica Federal.

Todo o processo em torno dessa condenação de Lula envolve outros problemas e e ocorrências de legalidade duvidosa. É o caso da proibição de que ele concedesse entrevistas durante a corrida eleitoral de 2018 e a impugnação da sua candidatura no mesmo ano. A Vaza Jato e as escolhas políticas do “conge” têm sido fundamentais para compreender o processo histórico que estamos atravessando e para ratificar o adágio do nosso ex-presidente de que “a verdade vencerá”.

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