CPLP clama por solidariedade entre as nações que irão distribuir vacinas contra a COVID-19

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Foto: Frank Augstein / AFP

Em um grupo de 70 países em desenvolvimento, seis países lusófonos irão conseguir vacinar apenas uma a cada dez pessoas contra o coronavírus.

Durante encontro virtual que ocorreu na última quarta-feira (9), a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) clamou pela solidariedade de seus nove Estados-membros. Destacou-se também a importância da colaboração e cooperação entre esses países na distribuição e aplicação das vacinas contra o coronavírus.

A sessão, presidida pelo ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde, Luís Filipe Tavares, tinha como tema a “Reafirmação da Cooperação na CPLP no contexto da pandemia COVID-19”. Esse foi o primeiro encontro desde o começo da pandemia e o debate foi permeado pelas questões e pelos problemas de desigualdade de acesso às vacinas.

“Há países com melhores condições de poderem começar a vacinar as suas populações rapidamente e nós exortamos os demais Estados-membros a trabalharem e a cooperarem entre si, na questão da distribuição e na aplicação das vacinas”, afirmou Tavares. 

Para o presidente da CPLP, “São questões importantíssimas e houve uma grande abertura no sentido de haver uma colaboração, uma coordenação entre os Estados-membros da CPLP na questão da distribuição e aplicação das vacinas para as nossas respetivas populações”.

A solicitação de solidariedade foi feita no mesmo dia em que foi publicado um estudo que coloca seis países lusófonos, em um grupo de 70 países em desenvolvimento, que irão  imunizar apenas uma a cada dez pessoas contra a COVID-19 em 2021.

De acordo com as estatísticas mais recentes, no continente africano, os números de mortos por COVID-19 ultrapassaram os 50.000, com aproximadamente 2,2 milhões de infectados em 55 países. Quando olhamos para os países lusófonos, Angola tem 355 mortes e 15.729 casos, seguida por Moçambique (138 mortos e 16.440 casos), Cabo Verde (109 mortes e 11.098 casos), Guiné Equatorial (85 mortos e 5.166 casos), Guiné-Bissau (44 mortos e 2.444 casos) e São Tomé e Príncipe (17 mortos e 1.005 casos).

O país lusófono mais afetado pela pandemia do novo coronavírus é o Brasil ao ter o segundo maior número de mortos (com mais de 6,7 milhões de casos e mais de 180.000 mortes), perdendo apenas para os EUA.

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