Fim do auxílio emergencial pode ser um problema para recuperação econômica, segundo diretora do FMI

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Foto: AFP

Em entrevista para a Folha de S. Paulo, a diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, disse que o fim prematuro do auxílio emergencial, anunciado por Bolsonaro e seus asseclas, pode aprofundar as desigualdades sociais e se tornar um problema para a recuperação econômica do país. 

De acordo com ela, o Brasil pode alcançar a marca de aproximadamente 24 milhões de pessoas em situação de extrema pobreza ou vulnerabilidade social. O fim prematuro do auxílio pode ser um obstáculo para a retomada da recuperação econômica e acentuar as clivagens sociais que a muito tempo já assolam os brasileiros.

Além disso, a diretora ainda afirma que o Brasil tem uma margem limitada para promover a recuperação econômica e que “cortar essa corda de salvamento” pode ser um movimento perigoso.

Ademais, Georgieva constatou a demora do Brasil na corrida pela vacinação de seus cidadãos, “Quando você olha para o grau de preparação para a vacinação, claramente, alguns países da América Latina agiram mais rápido para garantir a vacinação de 100% de sua população, como Chile, Costa Rica e México. Depois, vemos outros um pouco atrás, e isso é uma preocupação para os formuladores de políticas públicas porque, quanto mais rápido pudermos avançar a vacinação em todas as pessoas e lugares, melhor será o resultado da recuperação econômica. Infelizmente, temos que reconhecer que, se a vacinação for retida em algumas partes do mundo, isso trará mais irregularidades na recuperação”. Por fim, ela afirmou que o país sequer tem um plano nacional de imunização.

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