Funcionário confirma que Flávio Bolsonaro usou Receita Federal para se safar

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Reprodução: Redes sociais

Há uma informação nova atrelada o caso Queiroz e as rachadinhas do Flávio Bolsonaro.

Um funcionário da Receita Federal chamado José Barroso Tostenes Neto confirmou que teria se encontrado com o senador Flávio Bolsonaro e suas advogadas, estas por mais de uma vez. Nesses encontros, em tese foi apresentada para as advogadas e para o senador uma lista de pessoas que teriam consultado dados do senador Flávio Bolsonaro na Receita Federal.

Esta situação é grave, porque a máquina pública não pode ser utilizada de forma patrimonialista. Isto é previsto no Código Penal e é um crime conhecido como advocacia administrativa, que consiste em utilizar a coisa pública para atender interesse privado.

O ladrão e vacilão do Flávio Bolsonaro, que é acusado de supostamente ter desviado cerca de seis milhões de reais em esquema de rachadinha no Rio de Janeiro, comprou uma mansão no mesmo valor no Distrito Federal.

Segundo o senador, ele comprou a mansão nesse valor com parte do dinheiro que recebeu com a venda de alguns imóveis do Rio de Janeiro. Porém, até este momento, pouco mais de um mês após a compra da mansão, a comunicação pública da venda dos imóveis no Rio de Janeiro ainda não foi feita.

Além disso, Flávio Bolsonaro ainda continua dando despesa ao erário público. Isso porque ele não abriu mão do seu direito a um apartamento/auxílio moradia, mesmo possuindo uma mansão de 6 milhões de reais.

Mais um fator é o desencontro de valores anunciados pelo ex-proprietário que vendeu a casa ao filho de Jair Bolsonaro. Ele afirmou que tria recebido um valor, depois voltou atrás. As casas no padrão da que o Senador Flávio Bolsonaro comprou custam entre 8 e 9 milhões de reais, entretanto o filho do presidente pagou apenas 5,9 milhões, ou seja, mais de 2 milhões abaixo do valor.

Outra coincidência é que a namorada do ex-proprietário da mansão era uma das juízas que trabalhava para o ministro João Otávio de Noronha do STJ como uma das auxiliares, que com frequência costuma emitir decisões favoráveis ao Bolsonaro. Não estou tentando atrelar nada, mas existe uma vaga que ficará disponível no STF ainda este ano que é o sonho de vários juristas, um cargo vitalício com alto salário e várias regalias.

Todas as situações se embrenham umas nas outras.

A PGR, para criar uma cena, intimou as advogadas de Flávio Bolsonaro para que elas expliquem essa história de reunião com a Receita Federal.

O próprio José Barroso Tostenes Neto deu as datas em que aconteceram essas reuniões. A primeira aconteceu no dia 26 de agosto 2020 com a presença de Luciana Pires e Juliana Bierrenbach, as advogadas do Flávio Bolsonaro no caso Queiroz. Outra reunião aconteceu no dia 4 de setembro, apenas com a Juliana.

A última reunião aconteceu no dia 17 de setembro e contou com a Luciana e com o próprio Flávio Bolsonaro. Nesta ocasião teria sido apresentada para ele uma lista com o nome de pessoas que teriam acessado o perfil do senador Flávio Bolsonaro na Receita Federal.

Isso porque a defesa do Flávio Bolsonaro alega que a COAF fez uma devassidão na vida financeira do filho do presidente de forma ilegal. Essa informação é descaradamente mentirosa.

Vale relembrar que o advogado Frederico Assef, que abrigou Queiroz na casa dele enquanto ele era procurado, voltou a trabalhar no caso do Flávio Bolsonaro. Ou seja, ele é ladrão e não tem vergonha de esconder.

Então, a PGR convocou as advogadas do Flávio Bolsonaro para depor nos dias 13 e 20 de abril, porém elas já declararam que não irão depor. As advogadas alegaram que farão uso do direito de sigilo entre advogado e cliente.

O Flávio Bolsonaro chegou a postar em suas redes sociais que, após apuração, chegou-se à conclusão de que a ABIN não fez nenhum relatório para ajudá-lo. Porém, isso não está concluído ainda, essas informações estão sendo descobertas e as investigações estão acontecendo.

Entretanto o Brasil é um país de coincidências. Aqui a familícia que ocupa o poder rouba e ninguém é responsabilizado. Pessoas que defendem a honestidade apoiam ladrões. Pessoas que defendem o fim da corrupção estão juntas com corruptos. Tudo é complexo nesse país.

Segundo o José Barroso Tostenes Neto, o Flávio Bolsonaro se encontrou junto com as advogadas dele com representantes da Receita Federal, algo que em tese não teria legalidade dependendo da forma como isso foi solicitado. Diferente dos relatórios conseguidos pelo Ministério Público, que foram conseguidos através de autorizações.

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