Interventores e mordaças nas Universidades brasileiras

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Fita adesiva tapa a boca de pessoa.
Foto: Reprodução.

Primeiro chegaram os interventores: reitores nomeados pelo governo federal para assumir a reitoria no lugar do professor eleito. No caso da (UFPel) Universidade Federal de Pelotas, no dia 8 de janeiro de 2021 foi decretada a nomeação da professora Isabela Fernandes Andrade para controlar e aparelhar a Universidade como reitora. Ela foi empossada no cargo por ordem emitida pelo ministro da Educação, Milton Ribeiro, ignorando as eleições da comunidade acadêmica, que elegeu o professor Paulo Ferreira Júnior.

Como se não bastasse a arbitrariedade dos interventores, agora é a vez da mordaça. Dois professores da UFPel foram notificados pela CGU (Controladoria-Geral da União) por criticarem o presidente Jair Bolsonaro durante uma transmissão ao vivo no dia 7 de janeiro, através das redes sociais. Para não serem alvos de processos administrativo que poderiam resultar em demissão, os professores tiveram que assinar um termo de ajustamento de conduta (TAC), no qual se comprometem, pelos próximos dois anos, a não repetir manifestações como a registrada na transmissão.

Um dos professores notificado é o epidemiologista e ex-reitor da UFPel Pedro Curi Hallal, o outro é o professor Eraldo dos Santos Pinheiro. A assinatura foi divulgada no Diário Oficial da União (DOU) da última terça-feira (2) que justificou a atitude dos docentes como “manifestação desrespeitosa e de desapreço direcionada ao presidente da República.”

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