Irã sobre acordo nuclear com os EUA: “Se eles quiserem conversar, primeiro eles deveriam cancelar as sanções”

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Nesta segunda-feira (01), o porta-voz do Ministério do Exterior do Irã, Saeed Khatibzadeh, afirmou que
Foto: AFP / VEJA

Nesta segunda-feira (01), o porta-voz do Ministério do Exterior do Irã, Saeed Khatibzadeh, afirmou que “A administração do presidente Joe Biden deveria mudar a política de pressão máxima de Trump em relação a Teerã […] Se eles quiserem conversar com o Irã, primeiro eles deveriam cancelar as sanções”.

A declaração ocorre um dia após o porta-voz dizer que o país não acredita que agora seja o momento “adequado” para um encontro informal sobre o acordo nuclear e intimou a Casa Branca a “pôr fim a suas sanções unilaterais e ilegais”.

O acordo nuclear, assinado em 2015, teve como signatários o Irã, Rússia, China, EUA, França, Reino Unido, Alemanha e União Europeia. O tratado estipulou restrições ao programa nuclear iraniano em troca do alívio das sanções, incluindo o cancelamento do embargo sobre as armas.

Porém, Washington, em 2018, se retirou unilateralmente do acordo e reestabeleceu as sanções ao país, forçando-o a suspender gradualmente as suas obrigações estabelecidas no acordo.

Depois do assassinato do maior físico nuclear do país, Mohsen Fakhrizadeh-Mahabadi, em novembro de 2020, o Congresso do país adotou uma lei para aumentar o enriquecimento de urânio e interromper as inspeções nas usinas pela AIEA.

Em seguida, o Teerã anunciou o enriquecimento de urânio a 20% no complexo nuclear subterrâneo de Fordow.

 

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