Merino, novo presidente do Peru, cai em menos de uma semana de mandato

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[Por Sálvio Kotter]

 

Manuel Merino, o novíssimo presidente do Peru, que assumiu a presidência lodo depois da destituição do ex-presidente agora ex-Martín Vizcarra, renunciou neste domingo.

Anunciou a renúncia depois que o Congresso, como fruto de uma ampla negociação política, lhe deu um ultimato curto. Se não deixasse o cargo em seis horas, seria convocada uma sessão para destitui-lo.

A renúncia se dá na sequência de uma semana de protestos tremendos nas ruas, nos quais dois manifestantes foram mortos, ambos na casa dos 20 anos de idade. As mortes foram impostas pela repressão policial a um protesto pacífico.

Acontece também logo depois de que um terço do gabinete renunciou, na noite passada.

“Neste momento em que o país atravessa uma das maiores crises políticas, apresento minha renúncia à presidência da República”, disse em vídeo transmitido pela televisão. Panelaços e buzinaços se iniciaram em Lima tão logo a notícia se espalhou.

 

Opinião:

Se, por um lado, os ventos progressistas sopram já desde os Estados Unidos, ainda que lá muito debilmente, descendo pelo México, Cuba, Venezuela, Argentina, Bolívia, Chile e, talvez, Equador; a sucessão de golpes, sejam parlamentares ou não, mostra que ainda há muito a fazer para que se restabeleça a democracia e a autonomia na América Latina.

 

 

 

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