“Nova farsa do triplex”: Boulos vira réu por invasão do imóvel no Guarujá

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Boulos
Foto: Guilherme Santos / Sul21

Nesta quinta (25), a juíza Lisa Taubemblatt, da 6ª Vara Federal de Santos, acatou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra Guilherme Boulos (PSOL) e outros dois militantes do MTST por invasão do triplex de Guarujá-SP em abril de 2018. O episódio que envolveu militantes do MTST e da Frente Povo Sem Medo foi um protesto contra a prisão do presidente Lula (PT).

A denúncia do MPF, apresentada por Ronaldo Ruffo, procurador, em janeiro de 2020, mostra que os réus estão sendo acusados de “tirar, suprimir, destruir ou danificar coisa própria, que se acha em poder de terceiro por determinação judicial ou convenção”, infração do Artigo 346 do Código Penal. A pena pode ser de detenção de seis meses a dois anos e multa.

Esta denúncia ainda acusava o próprio presidente Lula de incentivar a invasão do imóvel. Entretanto, a participação de Lula foi negada pela juíza em janeiro do ano passado.

A partir de ontem, Boulos e os outros réus possuem dez dias para se manifestarem sobre a denúncia.

Esta movimentação é parecida com a que ocorreu com a Lava Jato, pouco tempo antes do período eleitoral para impedir Lula de se candidatar. A vítima da vez é Boulos.

A equipe de Boulos lançou uma nota à imprensa, em que afirma ser esta denúncia a “nova farsa do triplex”. Leia a nota na íntegra:

“Fomos informados na noite de quinta-feira [25] sobre o recebimento da acusação apresentada pelo Ministério Público Federal contra Guilherme Boulos e outros dois militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto pela Justiça Federal.

Para Boulos, a acusação feita pelo MPF é a nova farsa do triplex. A decisão de agora mostra, mais uma vez, a Justiça Federal sendo conivente com as atrocidades promovidas no âmbito da Lava Jato, que estão novamente em evidência com a divulgação de mais conversas comprometedoras entre procuradores.

Os advogados que acompanham o caso consideram a denúncia absurda e afirmam que a decisão, por ser inconsistente, certamente será revista. Há certeza de que Boulos não praticou nenhum crime e também convicção da inocência dos militantes do MTST, já expressa na recusa, por reiteradas vezes, de ofertas de acordo do Ministério Público e no pedido de julgamento antecipado do caso – que não foi atendido”.

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