Olavo de Carvalho: a origem

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Olavo de Carvalho falando.
Reprodução

Apesar de ser odiado por muitos e amado por outros tantos, há uma coisa impossível de ser negada, o poder de influência de Olavo de Carvalho. O autoproclamado “filósofo” é precisa ser reconhecido como é, ou seja, um dos maiores gênios da comunicação de todos os tempos no Brasil, um verdadeiro Goebbels tupiniquim.

Ergue-se, naturalmente, uma dúvida: o que teria levado uma pessoa tão capacitada na comunicação multinível, tão eficaz no uso de técnicas de programação neurolinguística e na produção de conteúdo primário para o “encabeçamento de redes” de influência, a se posicionar contra os interesses nacionais e produzir tão nociva rede de influenciadores digitais? Trata-se de comunicadores, Olavo incluso, que destruíram nossa paz interna e nos conduziram ao ódio generalizado que estarrecidos vivenciamos hoje.

Foi entrevistando Heloisa de Carvalho, filha de Olavo de Carvalho, em um programa na Kotter TV, que pude enfim perceber que o motor que move Olavo de Carvalho não é o dinheiro, como aliás a maioria pensa, mas algo muito mais motivante: o ódio em estado puro. Nas entrelinhas da entrevista pude perceber, nas palavras de sua filha, que Olavo já foi bom, já tentou ser aceito, pelejou muito, mas só foi realmente reconhecido quando se tornou o monstro que conhecemos hoje.

Pergunto-me se Olavo traiu o Brasil quando se tornou este Olavo que conhecemos hoje, ou se o Brasil traiu Olavo quando ignorou aquele Olavo bom, que sua filha descreve com uma pitada de controverso orgulho.

Há algo muito parecido, uma mesma rejeição, na história de Hitler e de Mussolini. Seria essa uma característica de todas as pessoas que passam a flertar com o fascismo?

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