Os documentos da A&M, de que Moro é sócio, atestam que tríplex era da OAS

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Quando as provas importam

Documentos da A&M, de que agora Moro é sócio, atestam que tríplex de Guarujá, no edifício Solaris, pertencia à OAS, não a Lula.

Um é de 2016, e o outro, de 2017.

A defesa de Lula apresentou os dois ao então juiz Sergio Moro, que deu de ombros. Será que ainda hoje ele não confia na empresa de que agora é “sócio diretor”? Pergunta Reinaldo de Azevedo no seu artigo:

Veja artigo no Uol

 

Opinião:

[Por Sálvio Kotter]

É chavão no Brasil a expressão: “tem lei que pega e tem lei que não pega”. Isso grassa por ser verdadeiro, apesar de absurdo. E o absurdo não está no fato de os cidadãos se negarem a cumprir certas leis, mas no fato de deputados aprovarem absurdos.

Com os fatos públicos acontece algo parecido. As pessoas acreditam ou não fiadas na hipotética moral de quem fala. Aí constrói-se uma moral forjada e propaga-se o que se bem-entender, e se é acreditado.

Quando os megafones da mídia hegemônica bradavam que Lula havia recebido um apartamento como propina, todos acreditaram. Não pelas evidências, mas pela pretensa honorabilidade dos veículos que propagavam a notícia.

Agora, que há esse fato comprovado, documentado, tende a se tornar “notícia que não pega”.

Há duas circunstâncias que minha geração atravessou a vida ouvindo: “é verdade, foi um médico que me disse” e “é verdade, deu no jornal” ou “é verdade, deu no Jornal Nacional”. Bem, sabemos que quanto aos médicos, o mais normal, a depender da complexidade do caso, é que tenham diagnósticos diferentes para um mesmo caso. O valor de verdade do que cada um fala, portanto, fica absolutamente relativizado.

Os médicos têm realmente divergência de opinião, e isso é compreensível. Agora, no caso dos jornais, nem sempre (ou quase nunca) se trata disso. Trata-se, na verdade, de má fé. Seja porque se vendeu a um grupo de interesse, como já houve caso comprovado em veículo de circulação nacional, seja porque a direção do jornal tenha interesses ou até mesmo disfarçada ideologia, o fato é que as notícias da grande mídia sempre foram pouco confiáveis, mas nunca nos níveis a que temos assistido.

Isso tem se mostrado autofágico, como mostra a crise em que cada vez mais afundam.

No caso da Globo isso representou um autêntico tiro na cabeça, vez que quem a salvou da bancarrota foi exatamente o governo que ela execrou e desbancou. Agora volta a afundar. Fazer o quê, responderia, é da minha natureza.

Precisamos voltar a ler as fábulas.

 

PS: A fábula referida acima é a da rã e o escorpião.

 

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