Para Dirceu, a tarefa da esquerda “é transformar o impeachment em um movimento popular”

0
142
Nesta quarta-feira (10), José Dirceu, ex-ministro e uma das lideranças históricas do PT, protestou, por meio de uma nota, contra um novo pedido de condenação que a Lava Jato apresentou contra ele
Foto: Divulgação

Segundo o ex-ministro José Dirceu, o Brasil passa por “um colapso político e social, um desgoverno e um desmonte do Estado, a negação da pandemia, a dor e a tristeza das 200 mil vidas perdidas, além de suas consequências econômicas, sociais e psicológicas”. Além disso, o petista afirma que é preciso “legalmente e dentro da Constituição colocar um fim nesse governo, fazer o impeachment de Jair Bolsonaro”. Ainda, de acordo com ele, “é [preciso] transformar o impeachment em um movimento popular que mude a correlação de forças e detenha o atual ciclo de direita e neoliberal”.

Dirceu diz, em artigo, que “não há como negar. Chegamos ao limite, o que fez mudar o clima político do país. Diferentes setores sociais e políticos se manifestam pelo impeachment, e cresce a consciência e a mobilização contra Bolsonaro”.

Para ele, “Muitos dirão: o país não suporta e não deve correr esse risco em função do apoio das milícias, das Forças Armadas e de parte da população a Bolsonaro. Os fatos, no entanto, conspiram contra esse temor. Quanto mais tempo Bolsonaro e sua camarilha permanecerem no poder, maiores serão a desagregação do país e os riscos de um colapso econômico e uma convulsão social”. 

“A principal tarefa, hoje, é o impeachment de Bolsonaro, sem deixar de priorizar o combate à pandemia, o apoio imediato a Estados e municípios, com recursos, logística e pessoal, começando por Manaus. A vacinação universal e gratuita, a testagem massiva, a manutenção do auxílio emergencial e o apoio e auxílio as pequenas e medias empresas para manutenção do emprego são bandeiras que têm que ser defendidas paralelamente à mobilização pelo impeachment”, constata o ex-ministro. 

Em outro trecho, José dirceu defende que “o Congresso Nacional deve ser convocado –o vazio político é um convite ao autoritarismo e negacionismo do governo– para discutir, aprovar essas medidas e cobrar do governo a vacinação universal e gratuita, como pediram os partidos PDT, PSB, PT, PSOL, PC do B e Rede”.

Ainda segundo o ex-político, “a esquerda precisa se unir e traçar uma estratégia para que essa transição não seja um acordo por cima, que muda para ficar tudo como está”. 

Por fim, ele finaliza, “nossa capacidade de assumir o protagonismo da luta contra Bolsonaro e de mobilizar amplos setores da sociedade ditará os rumos da luta pela salvação nacional no enfrentamento da pandemia e nas medidas para evitar o desemprego e o desamparo da maioria dos brasileiros e brasileiras, a fome e o aumento da pobreza. Determinará, também, os rumos da luta não apenas pelo impeachment, mas de quem governará o Brasil a partir de 2022 para retomar o fio da nossa história de nação soberana com um Estado de Bem Estar Social, democrática, o que significa fazer uma revolução social para distribuir renda e riqueza, condição essencial para um novo projeto de desenvolvimento nacional”.

Receba atualizações por e-mail!

Cadastre-se agora e receba um e-mail assim que for publicado um novo conteúdo.

Nunca enviamos SPAM. Você pode cancelar sua inscrição a qualquer momento.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui