Portugal – A presença feminina na política portuguesa

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Ainda falta muito para termos igualdade entre homens e mulheres no cenário político português. A batalha das mulheres portuguesas por igualdade e pelo fim da opressão e repressão começou há muito tempo, ainda durante a monarquia. Há vários nomes de grandes mulheres que fizeram histórias na cena política que ficaria difícil citar nomes sem cometer injustiças omitindo alguns, mas seguem alguns.

A jornalista, escritora e militante antifascista Maria Lamas, em 1950, em pleno Estado Novo, escreveu uma reportagem que resultou em um livro intitulado Mulheres do Meu País, diz o seguinte sobre os motivos de sua luta: “Fui ao encontro das minhas irmãs portuguesas, procurei conhecer e sentir as suas vidas humildes ou desafogadas, as suas aspirações, sintoma alarmante de ignorância, desinteresse e derrota.”

Portugal nos anos 1970 ainda era composto por mais de 25% de analfabetos (a maioria era de mulheres), e as questões de igualdade e de gênero sequer eram levantadas. Porém, há muito tempo que muitas mulheres buscam por mais representatividade feminina na política e na vida pública.

O sufrágio feminino em Portugal foi autorizado apenas em 1934 (já sob o tacão do fascismo salazarista) assim como eleições para a Assembleia Nacional e para a Câmara Corporativa, só que não para todas. Só era permitido que mulheres com mais de 21 anos votassem, que fossem solteiras, com rendimento próprio e que trabalhassem.

Ainda em 1934, Maria Guardiola, Domitília de Carvalho e Cândida Parreira foram eleitas as primeiras deputadas portuguesas, sendo todas elas pessoas caras ao regime salazarista. Porém, a primeira mulher com um cargo no Governo Federal só apareceu em 1970, às vésperas da derrocada do Estado Novo, do fim da guerra colonial na África e da Revolução dos Cravos. A jurista Maria Teresa de Almeida Lobo foi eleita subsecretária de Estado de Saúde e de Assistência.

Há dez anos, em 2011, houve um novo marco na questão da presença feminina na política portuguesa: foi eleita presidenta da Assembleia da República Assunção Esteves, que já tinha sido a primeira juíza do Tribunal Constitucional. Na cerimônia de sua posse, dedicou a vitória “a todas as mulheres, às mulheres políticas que trazem para o espaço público o valor da entrega e a matriz do amor, mas sobretudo às mulheres anónimas e oprimidas”.

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