Presidente do Chile reforma ministérios após derrota

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O presidente do Chile, Gabriel Boric, confirmou sua primeira reforma ministerial. A partir desta terça-feira (6), Carolina Tohá, do Partido pela Democracia (PPD), assume o ministério do Interior, e Manuel Monsalve, do Partido Socialista, assume a Secretaria-Geral da Presidência. Com isso, o chefe de Estado confirma um giro do gabinete para a centro-direita, dando mais espaço para a coalizão Socialismo Democrático, que reúne os partidos da antiga Concertación.

Boric também trocou os subsecretários do Ministério de Defesa, indicando representantes do Partido Comunista e do PPD. No seu primeiro pronunciamento, logo após a divulgação do resultado do plebiscito constitucional de domingo (4), o presidente já havia sinalizado para as mudanças. 

Izkia Siches, amiga pessoal e ex-coordenadora de campanha de Boric, deixa a pasta do Interior e fica de fora do governo. Já Giorgio Jackson foi tirado da Secretaria Geral da Presidência, mas assume o Ministério de Desenvolvimento Social. 

Os anúncios foram feitos no Palácio de La Moneda, sede do Executivo. Estudantes secundaristas convocaram uma manifestação contra as mudanças no gabinete de ministros. Apesar de pacíficos, os atos foram reprimidos pela polícia militar chilena, os carabineros. Até o momento, seis pessoas foram detidas. 

Os estudantes também exigem liberdade aos presos políticos da revolta social de outubro de 2019, que deu início ao processo constituinte no país. 

Quem são os novos ministros?

Carolina Monserrat Tohá Morales tem 57 anos, é graduada em direito e doutora em Ciência Política, fundadora do Partido pela Democracia e desde a década de 1990 já ocupou alguns cargos na administração pública: deputada, ministra e prefeita da capital, Santiago. 

Tohá assume o mesmo cargo exercido por seu pai, Jorge Tohá, em 1970, no governo de Salvador Allende. Após o golpe militar, Tohá foi preso e torturado pelos militares, vindo a falecer em 1974.

Nas eleições presidenciais, Carolina Tohá apoiou a candidata Yasna Provoste (Democracia Cristã), somando-se à campanha de Boric somente no 2º turno.

O novo secretário geral da presidência, Manuel Monsalve, já fazia parte do governo, atuando como subsecretário do Interior. Monsalve foi Secretário-geral do Partido Socialista, legenda da ex-presidenta Michelle Bachelet, deputado e líder da bancada parlamentar do PS em três ocasiões. 

Monsalve tem 56 anos, é médico cirurgião e considerado um representante da ala mais à esquerda do seu partido.

Edição: Thales Schmidt

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