Professores de São Paulo em greve pela vida

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Foto: RUBENS CAVALLARI / FOLHAPRESS

Na última sexta-feira, dia 5, os professores da rede estadual de São Paulo optaram pela greve contra a volta às aulas presenciais, prevista para amanhã, 8 de fevereiro. O Sindicado dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), declarou que 81,8% dos docentes, preocupados com a segunda onda da Covid-19, se mostraram favoráveis à manutenção do ensino remoto.

A categoria defende que o retorno às aulas presenciais só deve acontecer após a vacinação dos profissionais da educação. Afirmam, também, que as escolas não possuem condições sanitárias para receber professores e estudantes. O sindicato realizou um levantamento que aponta 147 casos de contaminação nas unidades escolares que tiveram atividades presenciais.

Assim como o Apeoesp, sindicatos de professores de outros estados são contra o retorno às aulas presenciais antes da imunização e lutam para que a categoria seja incluída nos grupos prioritários para a vacinação.

Infelizmente, o panorama atual é de enfraquecimento das lutas do magistério e dos seus sindicatos. Esse enfraquecimento se deve, principalmente, pelo número de professores com contrato temporário estrategicamente mantidos pelos estados.

O SINTE (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina) aponta que o quadro atual do magistério catarinense consta com 60% de seus professores como contratados temporários, o que afronta a meta 18 do Plano Nacional de Educação (Lei 13.005/2014), que estabelece um número máximo de 10% de contratos temporários para o cargo de professor. Na condição de temporários, dificilmente os professores optam pela greve. Manter esse número elevado de contratos temporários é projeto de enfraquecimento da categoria que, foi colocada pelo governador Carlos Moisés (PSL), como trabalhadores essenciais, através da lei número 18.032/2020.

Enquanto o SINTE luta para que o retorno às aulas presenciais somente aconteça após a imunização, as escolas de Santa Catariana abrirão suas portas para alunos e professores no próximo dia 18, quando quase todas as regiões do estado estão com risco gravíssimo para coronavírus.

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