PROFESSORES DO PARANÁ CONTINUAM EM GREVE DE FOME

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[Por Marcia Friggi]

 

Professores do Paraná que ocupavam o prédio da Alep em protesto pela revogação da contração de PSS (professores temporários), completam hoje, dois dias de greve de fome. Eles lutam pelo pagamento de progressões e promoções e pela suspenção da militarização das escolas.

Eles mantêm a mobilização em frente à sede do governo do estado, em Curitiba, onde um grupo de professores e funcionários da rede pública de educação iniciou, na última quinta-feira (19/11), greve de fome. A principal reivindicação continua sendo a suspensão do edital de seleção de docentes temporários por um ano.

O Sindicato afirma que eles vão permanecer em frente ao Palácio até que obtenham uma resposta positiva em relação a pauta.

O professor Hermes Silva Leão, Presidente da APP-SINDICATO, afirma nunca ter imaginado que viesse a enfrentar uma situação extrema como uma greve de fome. Ele sempre acreditou que esse método de resistência fosse empregado apenas nas ditaduras, jamais num estado democrático de direito e diz que o atual governo tem pautado suas ações sob o signo do autoritarismo, da mentira, do ódio aos servidores públicos e sobretudo à educação. Afirma também que continuarão resistindo e pede ajuda para evitar o desemprego de 29 mil professores e funcionários, em plena pandemia. A luta também visa barrar a destruição da educação pública do Paraná.

É no mínimo lamentável que o mesmo estado e que foi palco do “Massacre do Centro Cívico” ou “Massacre de 29 de abril”, como ficou conhecido o dia em que professores e funcionários públicos em greve, foram brutalmente reprimidos, deixando um saldo de mais de 300 feridos seja hoje, cinco anos depois, cenário de um ato extremo como uma greve de fome. Nossa total solidariedade aos professores do Paraná.

 

 

 

 

 

 

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