Recorde: Desemprego atinge e afeta 14,1 milhões de pessoas – 14,6%

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Desempregados e subempregados já somam 30,3% da população economicamente ativa

[Por Sálvio Kotter]

O desemprego segue crescendo no terceiro trimestre, conforme os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A população desocupada procurando emprego somou 14,092 milhões de brasileiros no terceiro trimestre.

Essa é a maior taxa de desocupação da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012. O contingente total de desempregados ficou muito próximo do recorde, de 14,105 milhões, registrado na virada de 2016 para 2017.

 

Opinião:

Em 2014, último ano do primeiro mandato do governo Dilma, chegamos a ter taxa de pleno emprego, com 4% de desempregados, que representam em geral as pessoas que estão saindo de um para outro emprego.

É certo que em 2014 tivemos recessão, mínima, mas tivemos, como rescaldo ca crise do subprime de 2008 no primeiro mundo. Mas esses números aí são resultado de ações internas.

A primeira ação se deu no decorrer de 2015, com uma série infindável de pautas bombas do Congresso Nacional, cuja Câmara dos deputados era presidida por Eduardo Cunha.

Ainda no final de 2015 Cunha aceitou um pedido de Impeachment contra Dilma por alegadas “Pedaladas Fiscais”.

Paralelamente a esse processo, desde 2014 corria a Operação Lava Jato, que funcionou de maneira orquestrada, reunindo interesses do império americano, do PSDB, e da mídia hegemônica.

Em 2016 o golpe foi consumado, visando recolocar o PSDB no poder na eleição seguinte, de 2018.

Mas como as revoluções costumam engolir seus líderes, mesmo as que emergem em forma de golpe, o PSDB ficou longe da preferência do eleitorado, amargando 4% nas urnas.

A desestabilização política invariavelmente abre caminho para os mais aventureiros, que nunca nos faltam. Neste contexto, totalmente malferida, nossa nação escolheu como governante o político que, por alguma razão, ficou longe dos ataques do sistema punitivo implantado.

Essa taxa de desemprego, assim como a perda dos direitos trabalhistas e de aposentadoria, são o reflexo desse processo. Mais que isso, eram o fim que o processo vislumbrava como ideal.

Nada como uma taxa alta de desemprego para impedir negociações salariais e greves.

O mais grave é que estar desempregado no sistema capitalista significa estar dentro do sistema e fora dele ao mesmo tempo. Ou seja, é estar sujeito ao que ele cobra, sem ter direito ao que ele oferece.

Nações com instituições democráticas mais evoluídas já suplantaram esse problema, com a distribuição de parte da renda do sistema entre todos que o compõe. Estamos muito longe disso, mas não podemos deixar de lutar para que alvoreça o dia da justiça social tabe’m nesse nosso Pindorama.

 

 

 

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