Seguindo os passos do PT, PSOL passa por amadurecimento

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Seguindo os passos do PT, PSOL passa por amadurecimento

 

[Por Sálvio Kotter]

 

Na eleição deste domingo, primeira desde a vitória de Bolsonaro, é hora de o país saber qual a força do PT, tanto frente à direita, quando aos demais partidos de esquerda.

Da tão desejada e falada união da esquerda, pouco se viu. Só em 3 das 27 capitais os partidos de esquerda conseguiram pôr de lado suas discordâncias para apresentar um candidato único.

De outro lado, o presidente Jair Bolsonaro está sem partido, e seus aliados, espalhados por várias siglas, não prometem muito, ao contrário.

Nesse cenário, acima de tudo, o pleito de hoje será termômetro fiel para medir o equilíbrio de forças na esquerda. Que o PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), nascido de uma dissidência de dentro do Partido dos Trabalhadores tenha sabido melhor capitalizar dentro do espectro progressista as perdas petistas, não resta dúvidas.

O fato de Guilherme Boulos, líder inconteste dentro do partido ter apenas 38 anos mostra que o partido tem tudo para ter futuro. Mês Marcelo Freixo, muitas vezes também apontado como presidenciável, ter apenas 15 anos a mais que Boulos confirma isso.

Acresce que Boulos tem reais possibilidades de passar para o segundo turno, de acordo com as pesquisas. Isso pode o colocar na cadeira de prefeito do maior orçamento municipal do Brasil. Mesmo que isso não aconteça, até porque a distância dele para Covas é muito grande, servirá para uma exposição definitiva de seu perfil e ideias.

O PSOL apoia o PT em mais cidades do que vice-versa reclamou Boulos à Naiara Galarraga Gortázar do El País, em matéria que ancora a esta em grande parte. “Sou uma das pessoas que mais se esforçaram para haver unidade na esquerda, porque acredito que o maior desafio da esquerda nesta eleição é derrotar esse projeto do atraso, do ódio, que é o projeto de Bolsonaro. Infelizmente, às vezes alguns interesses locais impediram essa aliança”, disse ele ao jornal. “Mas confio muito que em São Paulo iremos para o segundo turno e construiremos uma grande aliança de esquerda.”

O impulso que registra o PSOL pode também ter a ver com o assassinato ainda inexplicado da vereadora assassinada Marielle Franco.

Os laços desse assassinato com a família presidencial, ainda que até agora não confirmados formalmente, ficam cada vez mais evidentes.

A trama inteira vai ficando cada vez mais complexa, envolvendo assassinato de miliciano, prisões, sumiço de porteiro, registros do condomínio violado e uma miríade de outros fatos.

Que o chamado Condomínio da Barra Pesada, onde reside o presidente e seu filho vereador, desafeto explícito e declarado de Marielle Franco, esteja no epicentro do crime fica impossível rejeitar.

Recentemente saiu a notícia, ainda não confirmada, que haveria pesquisas que apontavam Marielle à frente de Flávio Bolsonaro para as eleições ao Senado de 2018. Se for verdade acaba reforçando as suspeitas, já que o interesse seria ainda maior. Mas essa parte está ainda no campo das suposições, já que se trata de notícia difundida em redes sociais.

 

Outro partido que vem ganhando destaque é o PCdoB. Destaque para Manuela D’Ávila, franca favorita à prefeitura de Porto Alegre. Aliás, a esquerda chega com grandes chances e três das cinco maiores cidades do Rio grande do Sul.

 

Tudo isso muito alvissareiro para o espectro progressista da ideologia política.

 

 

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