Segundo a OMS, países estão despreparados para pandemias futuras

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Foto: AFP/ J. Barreto

Nesta segunda-feira (28), Michael Ryan, diretor-executivo da Organização Mundial da Saúde (OMS), afirmou que “Esta pandemia não foi a ‘big one’. Foi um toque de despertador para que invistamos em mais ciência, logística, treinamento e comunicação, para enfrentar futuras pandemias mais letais”.

De acordo com o diretor, o coronavírus têm um alto índice de contágio, mas sua letalidade é baixa. Para ele, “O planeta é frágil, há muita complexidade e conectividade, e temos que trabalhar juntos, pois pode haver pandemias mais severas no futuro”.

Segundo Bruce Aylward, epidemiologista e consultor sênior da OMS, “podemos estar mais preparados, mas não inteiramente preparados nem para esta pandemia, que dirá para uma próxima”. 

Além disso, a OMS também constatou que as mutações do vírus encontradas no Reino Unido e na África do Sul são diferentes entre si. Além do mais, não há ainda nenhuma evidência sobre o impacto dessas mutações na pandemia ou nas vacinas.

Conforme Maria van Kerkhove, líder técnica da OMS no combate ao coronavírus, estão sendo desenvolvidos estudos para compreender como essas variantes interagem com células humanas. Ademais, busca-se compreender quais são os efeitos dos anticorpos sobre esses grupos.

Para o professor da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, David Heymann, novas mutações já eram esperadas. Segundo ele, isso acontece com mais frequência quando a transmissão não é controlada.

De acordo com o especialista, “Mais importante que bloquear fronteiras é reduzir o contágio com as ferramentas básicas que já conhecemos, pois quanto mais pessoas contaminadas maior a chance de ocorrerem mutações”.

 

 

 

 

 

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